Ver alguém sentar na cama e gritar aterrorizado, ou andar pela casa de olhos abertos ainda dormindo, é de arrepiar. Sonambulismo e terror noturno fazem parte das chamadas parassonias — comportamentos estranhos que acontecem durante o sono. Assustam mais quem assiste do que quem vive, e na maioria dos casos são mais comuns e menos graves do que parecem.
O que são
Ambos acontecem no sono profundo, geralmente na primeira parte da noite, quando o cérebro fica "meio dentro, meio fora" do sono. No sonambulismo, a pessoa realiza ações (sentar, andar, falar coisas desconexas) sem estar consciente. No terror noturno, ela desperta parcialmente em pânico — grita, sua, com o coração acelerado — mas não está realmente acordada.
A pessoa não lembra
Uma marca desses episódios é que, no dia seguinte, quem os viveu não se lembra de nada. Diferente do pesadelo (que acontece no sono REM e a pessoa recorda), o terror noturno e o sonambulismo ocorrem no sono profundo, sem memória. Por isso não adianta perguntar "o que você sonhou": geralmente não há sonho a relatar.
São mais comuns em crianças
Essas parassonias são especialmente frequentes na infância e tendem a diminuir com a idade — a maioria das crianças as supera naturalmente. Em adultos, podem aparecer ligadas a privação de sono, estresse, febre, álcool ou outros distúrbios do sono. O gatilho costuma ser justamente aquilo que deixa o sono mais fragmentado.
O que fazer no momento
A orientação geral é não acordar bruscamente quem está em crise — pode assustar e desorientar ainda mais. O mais importante é a segurança: no caso do sonambulismo, garantir que a pessoa não se machuque (portas, janelas, escadas) e conduzi-la de volta à cama com calma. No terror noturno, apenas ficar por perto até passar costuma bastar.
Quando procurar ajuda
Vale a avaliação de um médico se os episódios forem frequentes, se houver risco de a pessoa se machucar, se surgirem pela primeira vez na idade adulta, ou se vierem acompanhados de outros sinais (ronco alto, pausas na respiração). Muitas vezes, melhorar o sono — dormir o suficiente, com horários regulares e menos estresse — já reduz bastante os episódios.
Não confunda com pesadelo
É comum misturar tudo, mas são coisas diferentes. O pesadelo acontece no sono REM, geralmente na segunda metade da noite, a pessoa acorda de fato e lembra do sonho ruim. Já o terror noturno e o sonambulismo acontecem no sono profundo, no começo da noite, sem que a pessoa acorde de verdade nem se lembre depois. Saber diferenciar ajuda inclusive a explicar para a criança (ou para o parceiro) o que aconteceu no dia seguinte.
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Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Se você tem um problema de sono persistente, ronca alto com pausas na respiração ou sente muita sonolência de dia, procure um médico.

