Sono e menopausa: por que o sono piora e como melhorar

· por Equipe Mordaça · 1 min de leitura
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Muitas mulheres percebem que, a partir de certa idade, o sono que antes era tranquilo começa a falhar — insônia, despertares, calor no meio da noite. Não é coincidência: a menopausa mexe fundo com o sono, e entender o porquê ajuda a lidar melhor com essa fase.

Por que o sono piora

Na transição para a menopausa, os níveis de estrogênio e progesterona caem. Esses hormônios têm papel no sono e na regulação da temperatura do corpo, então a queda deles deixa o sono mais leve e instável. É comum a mulher pegar no sono normalmente, mas acordar várias vezes e ter dificuldade de voltar a dormir.

As ondas de calor à noite

Um dos maiores vilões são os fogachos noturnos — aquelas ondas de calor repentinas, muitas vezes com suor, que acordam a mulher no meio da noite. Elas fragmentam o sono justamente nas fases mais reparadoras. Manter o quarto fresco, usar roupas leves e evitar gatilhos (álcool, comida picante, ambiente quente) à noite ajuda a reduzir.

Humor, ansiedade e sono

A menopausa também costuma vir com mais oscilações de humor e ansiedade, e isso alimenta a insônia num ciclo: dorme mal, fica mais ansiosa; mais ansiosa, dorme pior. Cuidar do estresse — atividade física, técnicas de relaxamento, uma rotina calma à noite — quebra parte desse ciclo.

Atenção à apneia

Um ponto pouco falado: o risco de apneia do sono aumenta na menopausa, em parte pela mudança hormonal. Se além da insônia surgir ronco alto, pausas na respiração ou muita sonolência de dia, vale investigar — é uma causa tratável de sono ruim que costuma passar despercebida nas mulheres.

O que ajuda a dormir melhor

Vale reforçar o básico: horário regular, quarto escuro e fresco, menos tela e cafeína à noite e atividade física durante o dia. Para os sintomas mais intensos, existem tratamentos — inclusive para os fogachos e a insônia — que devem ser conversados com o ginecologista. Sono ruim na menopausa é comum, mas não precisa ser encarado como algo a apenas "aguentar".

Existem tratamentos — converse com o médico

Sofrer calada não é a única opção. Hoje há várias abordagens para os sintomas que atrapalham o sono na menopausa, dos fogachos à insônia — incluindo opções hormonais e não hormonais, cada uma com indicações e cuidados próprios. O caminho é levar a queixa ao ginecologista, que vai avaliar o seu caso e o que faz sentido para você. Sono ruim nessa fase é comum, mas tem, sim, o que fazer além de "esperar passar".

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Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Se você tem um problema de sono persistente, ronca alto com pausas na respiração ou sente muita sonolência de dia, procure um médico.

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