É comum ouvir que "idoso dorme pouco" ou "acorda de madrugada e não dorme mais". O sono realmente muda com a idade — mas nem tudo é inevitável, e boa parte dos problemas de sono na terceira idade tem solução. Vale separar o que é natural do envelhecimento do que merece atenção.
O que muda naturalmente
Com a idade, o sono tende a ficar mais leve, com menos tempo nas fases profundas e mais despertares durante a noite. O relógio biológico também se adianta: muitos idosos sentem sono mais cedo à noite e acordam mais cedo de manhã. Isso, sozinho, é parte da idade — não necessariamente um problema.
Precisa dormir menos? Nem tanto
Um mito comum é que idoso precisa de bem menos sono. Na verdade, a necessidade continua parecida com a do adulto (em torno de 7 a 8 horas). O que muda é a facilidade de conseguir esse sono de forma contínua. Muitos "compensam" com cochilos durante o dia — o que pode ser bom em doses pequenas, mas atrapalha se forem longos demais.
O que merece atenção
Nem toda dificuldade de dormir é "coisa da idade". Insônia persistente, muita sonolência de dia, ronco alto com pausas na respiração (apneia, que fica mais comum), pernas inquietas e dores que atrapalham o sono são coisas tratáveis. Alguns medicamentos usados na terceira idade também afetam o sono. Vale investigar em vez de aceitar como inevitável.
Luz e rotina fazem diferença
Duas alavancas ajudam muito o idoso: luz e atividade. Pegar luz natural durante o dia (uma caminhada de manhã) ajuda a regular o relógio biológico, que tende a ficar mais "frágil" com a idade. E manter-se ativo durante o dia melhora o sono da noite. Cochilar demais ou passar o dia no escuro tende a piorar o sono noturno.
Como dormir melhor
Vale caprichar no básico: horário regular, quarto escuro e confortável, cochilos curtos (se houver), menos cafeína à tarde e cuidado com muitos líquidos à noite (para reduzir idas ao banheiro). Ambiente seguro para eventuais despertares noturnos também importa. E, diante de qualquer problema de sono que atrapalhe a vida, a orientação médica é o caminho — sono de qualidade é parte de envelhecer bem.
Cuidado com o remédio para dormir
Muitos idosos recorrem a calmantes e indutores de sono por conta própria ou de forma prolongada — e isso pede atenção. Alguns desses medicamentos, na terceira idade, aumentam o risco de quedas, confusão e dependência, e nem sempre atacam a causa do sono ruim. Não é para demonizar: em certos casos são úteis, mas sempre com orientação médica. Antes do comprimido, vale investigar o que está por trás (dor, apneia, rotina) e caprichar nos hábitos.
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Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Se você tem um problema de sono persistente, ronca alto com pausas na respiração ou sente muita sonolência de dia, procure um médico.

